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O Vibe Atual trata de uma coisa específica: o que a tecnologia fez com os relacionamentos de quem não cresceu com ela. Aplicativo de namoro, mensagem lida e não respondida, ciúme de rede social, término por texto. Coisas que não existiam quando essa geração aprendeu a se relacionar e que hoje ocupam metade da vida afetiva dela.

A escolha do recorte veio de uma observação simples. Quem tem vinte anos aprendeu a namorar já dentro do celular; para essa pessoa, as regras são intuitivas. Quem tem cinquenta aprendeu a namorar por telefone fixo e bilhete, e está tendo que reaprender o alfabeto no meio da vida.

Escrevo desse lugar. Voltei ao mercado afetivo depois dos quarenta e passei um bom tempo cometendo os erros clássicos: textão em mensagem, ansiedade com visualização, interpretação exagerada de emoji. Aprendi na marra, e a maior parte do que sei veio de errar primeiro.

O que este site não faz é tratar a tecnologia como vilã. Aplicativo não estragou o amor, e celular não é culpado de casamento ruim. O que a tecnologia fez foi acelerar tudo e tornar visível o que antes era invisível — e é isso que exige aprendizado novo.

Se você anda com a sensação de estar jogando um jogo cujas regras ninguém explicou, provavelmente vai reconhecer algumas situações por aqui.